segunda-feira, 25 de outubro de 2010

i like you



I like you
You so special

Just close your eyes let me hypnotize you
I can make your storm feel sky blue
Girl when you lost you know I’ll find you,
if I’m not beside you I’m behind you





|N*E*R*D* - "Hipnotize U"|

gosto(te)








Eu preciso disso, por isso deixa-me estar. Deixa-me estar sozinha comigo própria agora. Eu tenho de (tentar) compreender o mundo para que possa novamente me encaixar nele. Há coisas que mais ninguém pode entender, coisas que mais ninguém entenderá, sem ilusões. Talvez chore, sim muito provavelmente vou chorar, mas eu preciso de uns minutos, de umas horas só comigo… é preciso sentir dor para a ultrapassarmos. Por isso deixa-me estar. Amanhã, se assim o quiseres, se assim o entenderes, procura-me e aí falamos. Irei dizer-te o quanto te adoro, te prezo e estimo, o quanto eu te amo… a minha boca vai dizer-te que preciso de ti e que é de ti que eu gosto.

domingo, 24 de outubro de 2010

you're my wonderwall





I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now
...
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall







quinta-feira, 21 de outubro de 2010

perdi-me





«os teus dedos tocam-me dentro dos sonhos.
nos teus lábios, imagino beijos. perdi-me no mundo.»




José Luís Peixoto; "A Casa, a Escuridão"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

só para dizer...



"O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

...

Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto."



[Clã - Problema de Expressão]




quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Algo Teu



"É só o nada a bater-nos à porta
E a mim importa-me que estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa volta
É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu



Pluto

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uma Casa Na Escuridão



"Ser feliz por momentos é algo de que não se deve ter vergonha. Momentos que o fim torna ridículos.
A felicidade, como o amor, é um sentimento ridículo. Mas a felicidade, como o amor, só é ridícula quando vista de fora. A felicidade, como o amor, só é ridícula antes ou depois de si própria. A felicidade, são momentos que, no seu presente fugaz, são mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. Ser feliz em palavras que, durante essa respiração breve, mudam de sentido.
E nem a forma do mundo é igual: o sangue tem a forma de luz, as pedras têm de nuvens, os olhos têm a forma de rios, as mãos têm a forma de árvores, os lábios têm a forma de céu, ou de oceano visto da praia, ou de estrela a brilhar com toda a sua força infantil e a iluminar a noite como um coração pequeno de ave ou de criança.
Momentos que o fim torna ridículos. Momentos que fazem viver, esperando por um dia, depois de todas as desilusões, depois de todos os arrependimentos e fracassos, em que se possa viver de novo, para de novo chegar o fim e de novo a esperança e de novo o fim.
Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos."





"Uma Casa Na Escuridão" (excerto) - José Luís Peixoto


domingo, 10 de outubro de 2010

Amo







Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma
outra razão para amar
senão amar.
Que queres que te diga,
além de que te amo,
se o que quero
dizer-te é que te amo?





Fernando Pessoa

...





All I know is
I love you too much


Rosa Vermelha em Quarto Escuro






"Ela sabe que não se consegue precisar o momento, a hora, o dia em que uma pessoa fica apaixonada. Sempre um pouco antes, sempre um pouco depois. Ela sabe que não se pode revelar definitivamente como, e porquê, uma pessoa ficou apaixonada por esta pessoa, precisamente esta, e não por outra muito parecida com ela. Qualquer razão perde a razão. O que uma pessoa pode sentir é se está ou não apaixonada. Que houve um estreito abismo, sem saber quando nem como, sobre o qual sabe que saltou. Sem poder avaliar as consequências. Como uma doença. Não é só isso. Uma pessoa quando está apaixonada não está continuamente apaixonada, muito menos com a mesma intensidade. Varia muito. Acontece uma pessoa duvidar se está ou não apaixonada. Ficar totalmente baralhada. É mais fácil uma pessoa sentir a paixão por outra pessoa quando ela não está presente. Isso parece-lhe um facto. A sua ausência aumenta o poder da sua presença. A paixão é mais sua, mais inteira, há menos interferências. Com ela é assim. Sente um vazio que só o outro, único no mundo todo, vai poder preencher, sarar, cuidar. Uma espécie de saudade imperiosa. Uma questão de vida ou de morte."


Rosa Vermelha em Quarto Escuro, Pedro Paixão

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Funeral blues



Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.


Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.


He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.


The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.


W.H. Auden






domingo, 3 de outubro de 2010

Elogio ao Amor



"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona ? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo ? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso ”dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."


Elogio do Amor - Miguel Esteves Cardoso








...





"Amo-te. Não te sei dizer porquê. Nem porque não. Mas sei, sinto, que te amo. Que gosto de ti. Não gosto de ti pelo teu corpo. Nem pelos teus cabelos. Nem pelos teus olhos. Gosto de ti porque gosto de ti. Gosto de ti, e não o sei explicar. Gosto de ti pelo conforto que me dás. Gosto de ti quando me abraças. Gosto de ti quando chove ou quando o sol brilha. Gosto de ti quando estás perto de mim. Mas também gosto de ti quando estás longe."

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

a minha falta de ti...



Há dias li o teu nome, é um nome vulgar de letras redondas, mas aquele era o teu nome, era de ti que se tratava… invadiu-me naquele momento um sentimento de saudade imensa e numa fracção de segundos a minha alma viajou por momentos que partilhamos, estremeci e nesse momento as lágrimas surpreenderam-me o rosto, foram lágrimas de alegria e saudade que não consegui controlar. Tu próprio não o deves saber, eu própria não o consigo perceber, mas marcaste-me demais… os sentimentos são sempre demasiadamente estranhos e complexos… eu posso a qualquer momento pegar no telemóvel e ouvir a tua voz, saber como estas e sentir o teu riso, como fizemos ainda há dias, mas não foi por esse motivo que eu senti a tua falta… eu senti falta de ti… da tua presença, da tua cumplicidade comigo, do teu olhar profundo e sincero e principalmente saudade dos teus abraços… aquele abraço completo e verdadeiro que nos faz sentir protegidos do mundo, nos aquece e nos dá uma energia imensa… ainda há dias em conversa com alguém que (também) me é imensamente querido falamos que os abraços ou se dão de verdade e com vontade ou não são abraços, não se sentem, não nos passam nada, e um abraço só existe de verdade quando nos transmite alguma coisa, e os teus transmitem tanto… passei anos sem sentir o calor de um abraço que me fizesse sentir tanto como faz o teu, a pessoa que o conseguia saiu rápido demais da minha vida…
Mas os teus abraços tem o dom de me aquecer a alma e o coração e de me fazer sentir em um nível superior de alegria e paz… tentei impor a mim mesma que não sentisse esta saudade imensa da tua presença, mas falhei, errei profundamente quando em algum momento julguei que isto não iria acontecer--- é bom saber de ti, é bom saber-te bem e saber que a nossa cumplicidade se mantém intacta, mas é a falta dos teus abraços que me sufoca…
Sinto que esta falta de ti não perdurará por muito mais tempo, mas a ansiedade consome-me e faz-me desejar o poder de adiantar o tempo e sentir o teu abraço e a tua voz em tom baixinho ao meu ouvido com palavras sentidas de carinho e de amor, o nosso amor, o melhor do mundo, o amor puro…



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

important




"Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre os teus braços. A tua pele será talvez demasiado bela, e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor. Um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. Sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade."




José Luís Peixoto


tu



tens o sorriso e o olhar mais puro do mundo...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

não digas nada




Não digas nada.
Talvez não exista nada, nada,
Nesse reino – que esquecemos - das palavras.
Não digas nada. Essa curva
do teu braço docemente
sobre a curva dos meus olhos
deve dizer o que ainda
felizmente não dissemos.
Não digas nada. Lá fora
a noite corre para onde?
Os homens falam? Existem?
Nada existe. Nada corre.
Está tudo vivo e nós mortos.
Está tudo morto e nós vivos.





Alberto Lacerda


Save me









You look like... a perfect fit,
For a girl in need... of a tourniquette.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

(gostava)




gostava que me ligasses
marcasses encontro comigo
me passasses os dedos no cabelo
beijasses de leve os meus lábios
e risses dos meus olhos abertos
de espanto e de satisfação





segunda-feira, 27 de setembro de 2010

my smile







E se tivesse em mim o poder de te pensar e tu surgires nesse exacto momento a meu lado… eu sei que caminhas a meu lado, sempre, pois estás sempre comigo, mas por vezes não sei o que habita a tua mente e deixas-me confusa… eu preciso (desesperadamente) de alguém que me mostre o caminho que devo seguir, não o sei fazer sozinha, mea culpa, mea culpa… e no fundo a única coisa que quero é que esse alguém sejas tu… mas quem sabe se um dia te tornarás a minha razão de existir, sei que não vivo sem ti, só preciso e quero que te tornes também a minha razão de vida… quem sabe, se um dia tu saberás, que és a maior razão do meu maior sorriso…

domingo, 26 de setembro de 2010

just breathe

Stay with me
You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
...No one knows this more than me
As I come clean...I wonder everyday, as I look upon your face,













tens os olhos cor da alma... a alma mais incrivel que alguma vez conheci...





domingo, 13 de junho de 2010






gosto da forma como roubas a minha comida em frente a 200 pessoas e nos rimos disso… gosto das nossas conversas sérias em horas estranhas, das nossas parvoíces em momentos improváveis das nossas promessas que se cumprem em momentos inesperados… gosto da forma como te irritas porque eu deixei cair a tua camisola e da forma como me confias as tuas coisas para eu as guardar e tu não me largares a noite inteira… gosto quando brincas e me olhas no meio desse sorriso imenso e me piscas o olho porque sabes que eu te percebo… Gosto das nossas coincidências, do teu cheiro e que interrompas os meus vídeos só para me veres rir… Gosto de deitar a cabeça no teu ombro e rir incontroladamente e de falaremos em francês da forma mais desajeitada de sempre, gosto das tuas confissões e dessa necessidade que eu conheça os teus passos… gosto quando me mandas msg a dizer onde estás quando estamos a meia dúzia de passos um do outro… gosto de te ouvir cantar só para mim, só porque sabes que gosto, da música e da tua voz… “é um poema fantástico”…

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

dio, come te amo




Nel cielo passano le nuvole
che vanno verso il mare
sembrano fazzoletti bianchi
che salutano il nostro amore

Dio, come ti amo
non è possibile
avere tra le braccia
tanta felicità

Baciare le tue labbra
che odorano di vento
noi due innamorati
come nessuno al mondo

Dio, come ti amo
mi vien da piangere
in tutta la mia vita
non ho provato mai

Un bene così caro
un bene così vero
chi può fermare il fiume
che corre verso il mare

Le rondini nel cielo
che vanno verso il sole
chi può cambiar l’amore
l’amore mio per te

Dio, come ti amo

Un bene così caro
un bene così vero
chi può fermare il fiume
che corre verso il mare

Le rondini nel cielo
che vanno verso il sole
chi può cambiar l’amore
l’amore mio per te

Dio, come ti amo
Dio, come ti amo